A Donaldização da NFL-W11/18. Ahahaha! Sucks to be you, México!

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Podem agradecer à Shakira.

O Estádio Azteca parece um batatal, seguramente por causa dos mexicanos a darem passos de dança ao som do “Loca” (ou do Waka Waka, apesar de ouvir Shakira será mais próximo, na minha opinião de “La Tortura”), e agora o relvado está impraticável para se jogar futebol Americano.

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Os jogadores dos Rams e dos Chiefs começaram a ver fotos do estado do relvado e pensaram “eu?! Era o que faltava”. E com razão, imaginem Gurley, Geoff, Mahomes ou Kelce a darem cabos dos ligamentos cruzados por causa do campo parecer as praias da Normandia. Ou até mesmo Andy Reid a começar a afundar-se, tal areias movediças incapazes de suportar o peso do treinador principal dos Chiefs.

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A organização ainda teve a brilhante ideia de encher o campo de céspedes (torrões de relva, para aqueles que percebem menos de botânica), mas esperar que eles se firmassem o suficiente para aguentarem um jogador de 140 kilos de peso a tentar parar outro de 130 de esmagar dois dos melhores QB’s da Liga havia de ser bonito. Portanto, o jogo voltou para os USA, e para a equipa que joga em casa, os Rams.

Sucks to be you, Mexico City! Andamos nós, os Europeus, mortinhos para termos um jogo com esse que estava marcado para o Azteca Stadium, e vocês não são capazes de tomar conta do relvado daquela que é o estádio mais importante do vosso país. Nós dávamos à família real inglesa, holandesa e espanhola para termos duas equipas com registo de 9 vitórias e 1 derrota a jogarem em Wembley, Amsterdam Arena, ou no Santiago Bernabéu.

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Por muito mau que esses relvados estejam às vezes, de certeza que iriam estar nas melhores condições para receber um jogo como este.

Fica aqui uma ideia, NFL, passem o jogo do México para a Europa, e ofereçam em contrapartida 10 jogos da nova XFL, para o outro lado da fronteira com os Estados Unidos. Assim, toda a nação MAGA pode ver os jogos da nova liga de futebol Americano Trumpizado, e pensar que a falta de qualidade do produto não tem nada a ver com os jogadores serem os rejeitados das outras ligas, ou os treinadores estarem preocupados com quem coloca o joelho nos céspedes, ou os árbitros não marcarem falta em colisões de capacete com capacete, mas sim porque o relvado não está em condições. BUILD THE WALL! BUILD THE WALL!!

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USsportsEmPT, S2, Ep2. Equipas desilusão da NFL 2018

No episódio desta semana do USsportsEmPT, Pedro Viana e Ricardo Silvestre falam das equipas desilusão da época, na AFC e NFC. Também falamos de NASCAR e NHL, e respondemos às vossas perguntas (todas sobre NFL)

O USsportsEmPT pode ser encontrado no Youtube (subscribe) e façam follow na página de Facebook

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Dentro da Press Room W11/18. E agora, Le’Veon?!

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Quando passaram as 16h de terça-feira desta semana, e nem sinal de Le’Veon Bell, a sua carreira como Steeler, terá chegado, para todos os efeitos, ao final. Para Bell, o que estava em jogo era aceitar o “franchise tag” que a organização de Pittsburgh lhe tinha dado, ou então perder todo o salário de um ano, neste caso 14.5 milhões de dólares.

Os Steelers parece que ficaram menos a perder. Afinal, e apesar de Bell ser um dos melhores jogadores da Liga na sua posição, ter um running back acima da média não é assim tão difícil, e depende também muito de qual a qualidade da linha atacante. James Conner tem servido satisfatoriamente para os Steelers, aliás trazendo uma dimensão que não era tão presente em Bell, de ser uma boa opção de passe para Big Bem.

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Os Stellers estão 6 vitórias, 2 derrotas e 1 empate e no controlo do seu destino para poderem aceder aos playoffs. E comprando o dinheiro que um jogador e  outro têm sob contrato, não tem nada a ver, com Connor a receber 578 mil dólares este ano.

O mais fascinante é o que vai acontecer a Bell.

Numa liga com cada vez mais enfase no jogo em passe, com Le’Veon a não ir para novo, e com uma Liga cada vez mais apostada em descartar running backs clássicos para outros que possam desempenhar múltiplas funções, Bell terá de esperar para ver o que o mercado lhe pode oferecer, e com a condição que os Steelers tem o direito de igualar qualquer oferta e reter os seus serviços.

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Bell vai procurar um contrato no tipo que Gurley assinou com os Rams: 34 milhões em dinheiro garantido. Onze equipas têm 50 milhões em “cap space” para o ano que vem, mas isso implica cortar uma grande parte do orçamento para um jogador, descurando outras necessidades no campo. E também é de esperar que Bell queira jogar numa equipa competitiva, no lugar de aceitar dinheiro para jogar numa organização a fazer uma renovação de plantel. Ainda mais quando, e se os Steelers tiverem um bom final e época, haverá sempre a ideia que uma equipa pode desempenhar bem sem a ajuda de Bell, o que seria mascarado numa equipa de sucesso.

Vai ser um final de época, e defeso, interessante para Bell, e para a sua conta bancária.

A Donaldização da NFL-W9/18. Não me estraguem o prazer de ver o jogo, com um caraças!

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Preparado para ver o ultimo jogo do International Series em Londres, com “Sir” Blake Bortles (que ainda não tinha perdido em Wembley) a jogar contra uns Eagles (a passar pela “ressaca pós Super Bowl” mais forte do que gases no intestino quando se come um Philly Cheesesteak), sou deparado com… quatro homens na cabine da NFL Network!

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Quatro! Ou melhor, cinco, porque entre o “Mooch” e o Irving é pelo menos mais um, uma vez que é preciso lhes arrancar um dente para se calarem.

Para além disso tenho que aturar a voz melo-quente do Rich Eisen e o “drool” arrastado do Kurt Warner (sim, já sabemos, o Warner foi o QB do greatest show on turf… será que podemos arrumar essa expressão na prateleira das expressões que não faz mais sentido usar, afinal foi “só” em 1999-2001).

A ideia de ter quatro comentadores a dizer basicamente as mesmas coisas, mas à vez, é irritante, é desnecessária e não traz nada à transmissão. Que me interessa a mim ouvir o Michael Irvin a dizer que “o reciever precisa de mais separação”, ou o Warner a dizer que “o QB tem de tomar melhores decisões”?!?

E quanto estão a falar do jogo, ainda é sofrível, agora, quando tentam fazer humor entre eles…forget it!! A NFL Network podia colocar os Três Estarolas na cabine e não iríamos dar pela diferença.

E também não quero o Booger na minha televisão (ou neste caso ecrã do iMac). Eu não quero ouvir o Booger, eu não quero saber do Booger, e eu não quero ver o Booger. Por favor, ESPN, leva o Booger para o Sunday NFL Countdown onde pode passar os próximos 30 anos sem ninguém o ver um minuto que seja.

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E pelos vistos não é só os espectadores em casa que sofrem com esta ideia completamente absurda.

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A ESPN viu-se obrigada a ter de tirar os televisores e a colocar um plástico atrás o Booger, para que os espectadores no estádio, que pagaram uma puta de uma fortuna pelos bilhetes, tenham que estar a ver a parte de trás da cabeça do Booger, tal Gigantone no Carnaval de Mafra.

Esta mania de estar a querer enfiar informação pela goela abaixo é uma péssima ideia, e quem decide tal coisa deve ser despedido e colocado de cabeça para baixo até perceber o quanto está a estragar o prazer de ver o jogo. É preciso saber quantas jardas a mais o Kicker conseguiu num pontapé aos postes que foi bem sucedido, ou a que velocidade a bola cruzou os ares, ou pintar quantas jardas falta para o primeiro down… QUANDO o marcador de primeiro down está na linha amarela ou nos cones na linha lateral??!

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Já não chega ter de estar a ouvir o Cris Collinsworth a ter um orgasmo durante 4 horas seguidas, como a NBC acredita que eu sou tão estúpido que não consigo descortinar quantas jardas faltam para uma equipa passar a linha de primeiro down?

Simplifiquem a coisa, não é preciso estar a inventar a roda quando o que é mais importante é o jogo por si próprio.

Nota importante: nada disto se aplica ao Tony Romo!

Dentro da Press Room W9/18 – Mais pontapé certeiros, com Adam Vinatieri

Podia-se pensar que Adam Vinatieri podia estar nervoso quando alinhou para fazer um pontapé aos postes de 25 jardas para três pontos. Não pela distância para os postes, mas pela importância do momento. Afinal o kicker dos Colts podia se tornar o jogador da NFL com mais pontos marcados na história da NFL.

No entanto, quem conhece a carreira do futuro Hall of Fame sabe que Viniatieri não “treme” sobre pressão. Afinal, este foi o homem que fez dois pontapés para ganhar dois Super Bowl quando estava com os Patriots.

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E quando a bola “dividiu” os postes, Adam superou Morten Andersen, passando a marca de 2,544 pontos. E isto aconteceu uma semana depois de Vinatieri ter passado o mesmo Andersen para Field Goals com 565.

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Com 45 anos de idade (!!!) Adam encontrou uma segunda carreira depois de ter deixado os Patriots para o conforto da Lucas Oil Stadium e uma divisão onde militam Tennessee, Jacksonville e Houston. Para o vosso cronista, que já passou a idade de 45, o facto de se poder fazer 6 jogos em 15 em condições tão favoráveis… de certeza que deve ser melhor eu jogar em Buffalo, NY e NE, que no outono e no inverno, acreditem que não deve ser fácil.

Talvez por causa disso, ou por ser um excelente atleta e com um gosto especial pelo jogo, Viniatieri pode se tornar o jogador… menos jovem na história da Liga a ser titular em campo (George Blanda é quem tem o recorde com a bela idade de 48 anos e 109 dias.

“Eu devia me ter retirado faz um ano. Porém, não estou a colocar uma data limite. Eu gostava de ganhar outro Super Bowl. Se tivermos a oportunidade para isso, aqui em Indianapolis, ou noutro sítio qualquer, eu posso considerar continuar.”

Esperemos que sim!

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A Donaldização da NFL-W8/18. Acabem com a NFL em LA

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A Reunião de Outono da NFL (onde os donos das equipas podem continuar a tomar decisões idiotas como a “regra do hino”, ou “não resolver a questão dos roughing the passers”) está a acontecer em Nova York. E a questão dos Chargers parece estar na agenda.

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Não sobre a qualidade da equipa, ou dos jogadores, ou do produto que é oferecido aos adeptos, os donos das equipas não querem saber disso para nada, o que os faz ficar com a uretra (estenose uretral para quem gosta mais dessa linguagem) é o dinheiro.

Assim quando os donos entrarem na 345 Park Avenue, que literalmente tem notas de 100 dólares do chão até às axilas de quem lá trabalha, vai se discutir (rumores, rumores), “a viabilidade dos Los Angeles Chargers no atual modelo”.

Pelos vistos, alguns dos donos acham que a falta de apoio que os Chargers têm em LA não “é bom para o negócio”, apesar da promessa que tudo vai ficar bem em 2020, quando Stan Kroenke, que lembre-se, chantageou a cidade de St. Louis para depois mudar para pastagens mais verdes quando chegou a altura, aparentemente as garantias que os Chargers podiam ser uma fonte de receitas está a ficar aquém do esperado.

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Os Chargers eram supostos já terem contribuído com 400 milhões de dólares para a nova extravagância da Liga, mas parece que se vão ficar pelos 150 milhões. Isto porque, a nova e diabólica maneira de extorquir os adeptos com são os PSL, Personal Seat Licences, e o pessoal de Los Angeles NÃO QUER SABER DA NFL! O que aconteceu entre o Rajon Rondo e Chris Paul fez correr mais tinta em LA do que toda a NFL… combinada(!).

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Até mesmo os Rams (urgh, que o equipamento todo de amarelo é horrível) causam um “meh” generalizado apesar de serem uma máquina de jogar bem e ter vitórias (a única coisa que pode competir com os outros desportos na cidade. Até mesmo quando jogam em casa (desde que voltaram a LA) o registo é de 7 vitórias e 5 derrotas, enquanto estão com 11 vitórias e 1 derrota quando jogam fora.

E quanto aos Chargers, nem vale a pena começar, os jogos em “casa” acabam por ser jogos “fora”, porque são mais os adeptos da equipa que visita LA do que os adeptos dos Chargers…DOS QUAIS NÃO HÁ NENHUM. O pessoal que ficou em San Diego odeia a família Spanos e por eles os Chargers podem se afundar no mar, que não ficavam verdadeiramente incomodados (afinal vivem em San Diego, e é difícil ficar incomodado com alguma coisa naquela cidade, a não ser os seus abrigos que estão um pouco por todo o lado).

No entanto, há uma solução. O vosso cronista tem a coisa pensada e resolvida!
Her me out…
London Chargers!
Humm?!

Para além de soar bem, os Chargers já têm a experiência de ter os jogos em casa num campo de futebol, os adeptos europeus vão fielmente aos jogos apesar da porcaria de equipas que temos tido o (azar) de ter no calendário, há muito dinheiro para fazer em direitos televisivos (uma vez que os jogos das 8:30am são um sucesso nos mercados americanos) assim como em merchadising, e até é possível que Rainha meta uns trocos numa caixinha para o efeito no exterior do Wembley.

wemb

Bada bim, bada bum! Problema resolvido e toda a gente fica contente (excepto para o Phil Rivers que tem de arranjar maneira de mudar os seus 45 filhos para londres). Os Spanos podem comprar uma penthouse em Eaton Square e beber chá e comer scones com os Duques de Sussex, Príncipe Harry e a Rachel Markl.